Se alguém diz a verdade, pode estar certo de que será descoberto, mais cedo ou mais tarde.
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O mundo pode ser um palco, mas o elenco é um horror.
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Cinismo consiste em ver as coisas como elas são, não como deveriam ser.
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A única diferença entre um simples capricho e uma paixão eterna é que o capricho dura um pouco mais.
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Uma coisa não se torna necessariamente verdadeira por alguém morrer por ela.
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A única maneira de se livrar de uma tentação é ceder a ela.
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Quando as pessoas concordam comigo eu sempre sinto que devo estar errado.
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Enviei minha alma através do invisivel para soletrar alguma carta deste pós vida, mas de repente ela voltou para mim e respondeu: eu mesma sou o céu eo inferno.
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Ser natural é a mais dificil das poses.
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Se você não demorar muito posso esperá-lo por toda a minha vida.
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Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquetipo qualquer, mas pela pupila... Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante... A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos... Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo(...).
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(...)a sociedade, por meio da maquinaria, fornecerá o que é útil; o que é belo será criado pelo individuo.
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Hoje em dia conhecemos o preço de tudo e o valor de nada.
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I am so clever that sometimes I don't understand a single word of what I am saying.
(eu sou tão esperto que as vezes não entendo um palavra do que eu estava dizendo)
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O mais terrível não é termos nosso coração partido (pois corações foram feitos para serem partidos), mas sim, transformar nossos corações em pedra.
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Eu chorei todos os dias na mesma hora e por todos os tempos.
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Definir é limitar.
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- Porque influenciar uma pessoa é dar a ela a propria alma. Ela passa a não pensar com os pensamentos naturais. As virtudes que possui deixam de ser; para elas, reais. Os pecados que comete, se é que existem pecados, são todos tomados por empréstimo. Ela se torna eco da música de outrem, ator um de papel nao escrito para ela.
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amar é exceder-se a si mesmo
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Sou bem pobre ao pé dele. Pobre? Que importa! Quando a pobreza se esgueira pela porta, com um golpe de asa, o amor entra pela janela. Mas, quem será que há de dar um pouco de atualidade aos nossos velhos provérbios? Fizeram-nos no inverno e agora é verão. Que digo? Pra mim é primavera
domingo, 2 de dezembro de 2007
Medeiros, Martha
não faz diferença
se você vem amanhã
ou não vem
desisti de esperar
por alguém
cuja ausência
me faz companhia
*
você é os brinquedos que brincou, você é o que você chora, a infância que você recorda, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo, a ardência, você é a estrada por onde atalha e busca e foge e serpenteia, você é o pêlo do braço que eriça, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda, você é o que você queima, você é o que ninguém vê.
[adaptado por Cecília]
se você vem amanhã
ou não vem
desisti de esperar
por alguém
cuja ausência
me faz companhia
*
você é os brinquedos que brincou, você é o que você chora, a infância que você recorda, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo, a ardência, você é a estrada por onde atalha e busca e foge e serpenteia, você é o pêlo do braço que eriça, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda, você é o que você queima, você é o que ninguém vê.
[adaptado por Cecília]
domingo, 11 de novembro de 2007
Bright Eyes
i'm happy just because
i found out i am really no one
*
think i was blind before i met you
*
You write such pretty words
But life's no storybook
Love's an excuse to get hurt
And to hur
tDo you like to hurt?
I do, I do
Then hurt me
i found out i am really no one
*
think i was blind before i met you
*
You write such pretty words
But life's no storybook
Love's an excuse to get hurt
And to hur
tDo you like to hurt?
I do, I do
Then hurt me
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Jojô
A vida poderia ser divida(em várias partes, eu sei, mas não falo das outras e sim de..) em duas partes: A primeira em uma que tu passa parte do tempo livre tentando achar sentido em tudo. No amor, na música que te faz chorar escondido no quarto, no porque um mangolão se da bem na vida e você é um fudido. A segunda é a parte que tu percebe que tu passou a primeira parte da tua vida fazendo exatamente o que não deveria.
*
Levei até certo ponto. Dai ela tava começando a ficar branca e eu pensei "melhor eu lembrar dela vermelha"
*
Levei até certo ponto. Dai ela tava começando a ficar branca e eu pensei "melhor eu lembrar dela vermelha"
terça-feira, 6 de novembro de 2007
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Nunes, Débora
e aí eu fiquei pensando que odeio tudo isso de não saber o que que foi
e o que que vai ser e o que que é passado e o que que é presente e se
não existe futuro e se se ignorar na parada de ônibus e tão ruim que
daí qualquer coisa vai ficar me lembrando de como eu devia ter falado
contigo ou de como eu queria olhar pros lados nas paradas de ônibus ou
de como eu devia tomar alguma decisão que não.
e o que que vai ser e o que que é passado e o que que é presente e se
não existe futuro e se se ignorar na parada de ônibus e tão ruim que
daí qualquer coisa vai ficar me lembrando de como eu devia ter falado
contigo ou de como eu queria olhar pros lados nas paradas de ônibus ou
de como eu devia tomar alguma decisão que não.
fô?
Não sei bem o que é, mas há algo presente em cada centímetro do teu sorriso que me dá vontade de chutar a porta que dá pra rua e sair correndo, sem saber onde fica a minha casa. Há algo que me priva de usar todas as artimanhas que eu colecionei, que me faz esquecer todas as minhas frases de efeito e que faz com que tudo que eu faça/diga pareça de uma imbecilidade infantil. Não sei bem o que é, mas há algo presente em cada palavra que tu me apontas, que sopra em meu ar essas bolhas de sabão. A trajetória dessas pequenas bolsas de ar é tão imprevisível, tão frágil, que eu fico com medo de tocá-las.E são tantas, essas bolhas, que eu não sei atrás de qual delas eu vou correr. Aí eu fico parada, te não-ouvindo, te não-olhando e, sempre, invariavelmente, não
sorrindo. O não saber o que fazer.
sorrindo. O não saber o que fazer.
Bitencourt Martins, Luisa
Poderia ter dito que ainda via ela como antes, ainda sentia seu cheiro quando chove, que vive pensando nela, que as pessoas não tem mais a mesma cor, que não consegue mais comer sorvete porque o gosto ficou amargo, e existem dias que parecem que nem existem só pelo sentimento da distância, que na verdade é inventada. Mas ao invés disso segurou com força o telefone e terminou a conversa.
Kundera, Milan
Para Tereza, o livro era o sinal de reconhecimento de uma fraternidade secreta. Contra o mundo de grosseria que a cercava, não tinha efetivamente senão uma arma: os livros que pedia emprestados na biblioteca municipal: sobretudo os romances: lia-os em quantidade, de Fielding a Thomas Mann. Eles não só lhe ofereciam a possibilidade de uma evasão imaginária, arrancado-a de uma vida que não lhe trazia nenhuma satisfação, mas tinham também para ela um significao como objeto: gostava de passear na rua com um livro debaixo do braço. Eram para ela aquilo que uma elegante bengala era uma um dândi do século passado. Eles a distinguiam dos outros.
*
Franz notou que sua mãe estava com sapatos descasados. Ficou confuso, quis avisá-la, temendo ao mesmo tempo magoá-la. Ficou com ela duas horas pelas ruas sem poder despregar os olhos dos seus pés. Foi então que começou a ter uma vaga idéia do que significava sofrer.
*
O drama de uma vida pode sempre ser explicado pela metáfora do peso. Dizemos que temos um fardo sobre os ombros. Carregamos esse fardo, que suportamos ou não. Lutamos com ele, perdemos ou ganhamos. O que precisamente aconteceu com Sabina? Nada. Deixara um homem porque quis deixá-lo. Ele a persiguira depois disso? Quis vingar-se? Não. Seu drama não era de peso, mas de leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser.
*
Olhavam para ela e repetiam para si mesmos que Karenin sorria, e que, enquanto sorrisse, teria ainda uma razão para viver, mesmo estando condenada.
retirados do livro A Insustentável Leveza do Ser
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Franz notou que sua mãe estava com sapatos descasados. Ficou confuso, quis avisá-la, temendo ao mesmo tempo magoá-la. Ficou com ela duas horas pelas ruas sem poder despregar os olhos dos seus pés. Foi então que começou a ter uma vaga idéia do que significava sofrer.
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O drama de uma vida pode sempre ser explicado pela metáfora do peso. Dizemos que temos um fardo sobre os ombros. Carregamos esse fardo, que suportamos ou não. Lutamos com ele, perdemos ou ganhamos. O que precisamente aconteceu com Sabina? Nada. Deixara um homem porque quis deixá-lo. Ele a persiguira depois disso? Quis vingar-se? Não. Seu drama não era de peso, mas de leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser.
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Olhavam para ela e repetiam para si mesmos que Karenin sorria, e que, enquanto sorrisse, teria ainda uma razão para viver, mesmo estando condenada.
retirados do livro A Insustentável Leveza do Ser
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Tezza, Cristovão
(...)eu caio do cavalo, mas não aprendo, é absolutamente insuportável a idéia de que eu não seja um gênio, melhor do que todos os que apareceram por aí, aquela história de ou serei escritor ou nada, e só no mês passado descobri que a palavra item não tem acento, quer dizer, estou desarmado.
retirado do livro Trapo
retirado do livro Trapo
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Salinger, Jerome David
...acho que havia mais ou menos um milhão de pequenas por ali, sentadas ou em pé, esperando os namorados(...) era meio deprimente, porque a gente ficava pensando no que ia acontecer com todas elas.(...)A maioria ia provavelmente casar com uns bobalhões. Esses sujeitos que vivem dizendo quantos quilômetros fazem com um litro de gasolina. Sujeitos que ficam doentes de raiva, igualzinho umas crianças, se perdem no golfe ou até mesmo um jogo besta como pingue-pongue. Sujeitos que são um bocado perversos. Sujeitos que nunca na vida abriram um livro. Sujeitos chatos pra burro.
*
E se você fosse embora, por exemplo, se partisse sem olhar para trás, assumindo a solidão, sabendo que pode ser um erro, um grave erro, mas que você se sentiria bem assim mesmo, faria isso? Perderia a segurança, mas o que significa estar seguro? Alguém está? Você poderia admitir, sem se enganar, que realmente está seguro?
*
Seja lá como for, fico imaginando uma porção de garotinhos brincando de alguma coisa num baita campo de centeio e tudo. Milhares garotinhos, e ninguém por perto - quer dizer, ninguém grande - a não ser eu. E eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o que eu tenho que fazer? Tenho que agarrar todo mundo que vai cair no abismo. Quer dizer, se um deles começar a correr sem olhar onde está indo, eu tenho que aparecer de algum canto e "agarrar" o garoto. Só isso que eu ia fazer o dia todo. Ia ser o apanhador no campo de centeio e tudo. Sei que é maluquice, mas é a única coisa que eu queria fazer. Sei que é maluquice.
*
O problema é que não existe um lugar gostoso e quieto no mundo. Mesmo que você pense ter encontrado algum, sempre aparece alguém e escreve foda-se nele.
todos retirados do livro Apanhador No Campo de Centeio
*
E se você fosse embora, por exemplo, se partisse sem olhar para trás, assumindo a solidão, sabendo que pode ser um erro, um grave erro, mas que você se sentiria bem assim mesmo, faria isso? Perderia a segurança, mas o que significa estar seguro? Alguém está? Você poderia admitir, sem se enganar, que realmente está seguro?
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Seja lá como for, fico imaginando uma porção de garotinhos brincando de alguma coisa num baita campo de centeio e tudo. Milhares garotinhos, e ninguém por perto - quer dizer, ninguém grande - a não ser eu. E eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o que eu tenho que fazer? Tenho que agarrar todo mundo que vai cair no abismo. Quer dizer, se um deles começar a correr sem olhar onde está indo, eu tenho que aparecer de algum canto e "agarrar" o garoto. Só isso que eu ia fazer o dia todo. Ia ser o apanhador no campo de centeio e tudo. Sei que é maluquice, mas é a única coisa que eu queria fazer. Sei que é maluquice.
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O problema é que não existe um lugar gostoso e quieto no mundo. Mesmo que você pense ter encontrado algum, sempre aparece alguém e escreve foda-se nele.
todos retirados do livro Apanhador No Campo de Centeio
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